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var i,x,a=document.MM_sr; for(i=0;a&&i Haitianos
choram os mortos, país começa a
voltar à vida; buscas por sobreviventes
se encerram
Uma grande multidão é
esperada para o funeral do arcebispo católico
Joseph Serge Miot, morto no terremoto de 12 de
janeiro, que deixou a cidade em ruínas.
A cerimônia será realizada do lado
de fora das ruínas da catedral de Notre
Dame, no país majoritariamente católico. "Como arcebispo, ele tem
o privilégio de ficar ao lado do que restou
da catedral, mas como a catedral foi destruída,
ele só poderá ser transferido para
lá quando uma nova for construída,
e não sabemos quando isso irá acontecer",
disse o arcebispo Bernardito Auza, embaixador
do papa no Haiti, à agência de notícias
católica. Buscas encerradas A decisão foi tomada mesmo
após o resgate com vida, na sexta-feira,
de duas novas vítimas, após passarem
dez dias sob os escombros. Uma das vítimas era uma
mulher de 84 anos, retirada em estado grave das
ruínas de sua casa na capital haitiana,
Porto Príncipe, com uma severa desidratação
e ferimentos profundos. • Veja
a foto ampliada Segundo
os membros da equipe que a resgataram, ela mal
se mexia, tinha ferimentos por todo o corpo e
vermes, que se alimentam de carne em decomposição.
Ela foi levada ao hospital principal de Porto
Príncipe. Uma
equipe de resgate israelense também retirou
mais tarde um homem de 22 anos dos escombros de
sua casa. Ele saiu debilitado, mas em condição
estável, e contou ter sobrevivido bebendo
a própria urina.
Ele ficou preso em um bolsão de ar criado
pelos móveis de sua casa que caíram
sobre ele quando o imóvel desabou. Estima-se,
porém, que o número final de mortos
possa chegar a 200 mil. Segundo
o comunicado do Ministério do Interior,
ao menos 193.891 pessoas ficaram feridas com o
tremor, que afetou ao menos 3 milhões de
pessoas, de acordo com estimativas da ONU. Cerca
de 610 mil pessoas estão desabrigadas e
vivendo em campos improvisados na capital, segundo
o governo. "Quero
pegar o dinheiro enviado pela minha família
no Canadá. São 500 dólares,
mas é difícil. Há muitas
pessoas", disse o empresário Aslyn
Denis, de 31 anos, enquanto esperava numa fila
com centenas de pessoas do lado de fora de uma
dessas agências. Embora
a ajuda vinda de várias partes do mundo
estivesse chegando à devastada cidade em
uma enorme operação de ajuda realizada
pelos Estados Unidos, os sobreviventes do terremoto
ainda acampavam nas ruas e reclamavam que não
recebiam comida. A
polícia afastou algumas dezenas desses
manifestantes. Préval,
cujo palácio e residência presidenciais
foram destruídos pelo terremoto que matou
até 200 mil pessoas, disse que seu governo
e parceiros internacionais estão fazendo
todo o possível para levar assistência
aos sobreviventes. "Não
estamos sentados parados, sem fazer nada. Conheço
o tamanho dos problemas e sei que as pessoas estão
sofrendo", disse. O
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou
um grande contingente militar para ajudar nos
esforços internacionais de ajuda.
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.Notícias
j.
João
Monlevade, 25 de janeiro de 2010
Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Veja
como ajudar as vítimas da tragédia
no Haiti
• Leia
mais aqui
Após mais de uma semana de buscas por sobreviventes
nos escombros deixados por um terremoto que devastou
o país, o Haiti se preparava neste sábado
para chorar seus mortos em meio a sinais de que
o cotidiano começava a voltar ao devastado
país caribenho.
O governo do Haiti declarou encerrada a fase de
buscas e resgate de vítimas do terremoto
que devastou o país na semana passada,
segundo comunicado divulgado neste sábado
pela Organização das Nações
Unidas (ONU).

Soldado
francês checa a pulsação de
Marie Carida Roman, 84, no Hospital Geral de Porto
Príncipe, após ela ter sido retirada
com vida dos escombros da casa onde morava na
capital haitiana nesta sexta (22). Segundo seus
familiares, ela ficou soterrada por 10 dias
• Álbum:
crianças no Haiti
• Assista
vídeos sobre o terremoto
• Dono
de pizzaria distribui comida grátis
• O
momento do resgate de um garoto do Haiti
• Haiti:
jornalista larga microfone e ajuda no socorro
• Enterro
de cabo morto no Haiti emociona militares
Recém-nascido não tem onde morar
Mortes confirmadas
O Ministério do Interior haitiano divulgou
nesta sexta-feira o número oficial de 111.499
mortes confirmadas no terremoto de magnitude 7
que atingiu a região da capital do país
no dia 12 de janeiro.
Retomada
Em meio ao luto, há sinais de que o país
caribenho, o mais pobre das Américas, começa
a voltar à vida. Os bancos devem reabrir
no sábado e as agências de transferência
de dinheiro voltaram a operar após reabrirem
no sábado.
"Estamos com fome, estamos com sede, não
podemos mais aguentar. Queremos comida, queremos
água, Abaixo Préval. Vida longa
a Obama", gritava um grupo de manifestantes
do lado de fora de um posto de polícia
onde o governo do presidente haitiano René
Préval está funcionando.
*Com informações das agências
internacionais
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