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aumento da presença feminina no mercado
de trabalho impulsionou as mulheres à chefia
de mais de um terço das famílias
brasileiras até 2008, indicou um estudo
divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira
(9). De acordo com a Síntese de Indicadores
Sociais (SIS), esse número subiu de 25,9%
há 11 anos para 34,9% no ano passado. "Esses
dados podem estar revelando aspectos importantes
para a análise das transformações
que vêm ocorrendo de forma substancial no
contexto das relações familiares
e de gênero, na maioria das sociedades atuais",
diz o texto divulgado pelo IBGE. "Entretanto,
é necessário investigar os motivos
pelos quais a escolha da pessoa de referência
é feita, para se obter subsídios
e compreender melhor o significado dos papéis
exercidos pelos membros que compõem as
famílias no Brasil." A situação
financeira, indica a pesquisa, é determinante
compr eender isso, aponta o instituto. Ainda
donas de casa Entre
as que têm emprego, 87,9% cuidam dos afazeres
do lar, enquanto entre os homens esse número
chega a 46,1%. O número médio de
horas semanais dedicado a tarefas domésticas
pelas mulheres é de 20,9. Para os homens,
9,2 horas. As
mulheres também levam vantagem na escolaridade
média - o que influencia na entrada mais
tardia delas no mercado de trabalho e, por consequência,
tem peso sobre o número feminino na condição
de chefe de família. Em
2008, em áreas urbanas, a média
das mulheres foi de 9,2 anos de estudos, contra
8,2 anos para os homens. No campo, elas somam
5,2 anos de escola na média, contra 4,4
anos deles.
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Mulheres
chefiam mais de um terço das famílias
brasileiras, mostra pesquisa
João
Monlevade, 14 de outubro de 2009
Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Mesmo quando há um homem presente, 9,1%
das mulheres são consideradas a pessoa
de referência da casa, contra 2,4% delas
em 2008, apontou o levantamento feito com base
em informações da Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (Pnad). Os dados
levam em consideração apenas a opinião
dos próprios membros da família.
A participação das mulheres no mercado
de trabalho brasileiro saltou de 42 para 47,2%
entre 1998 e 2008 - que não significa,
entretanto, que elas tenham se livrado das tarefas
domésticas.
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