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Gil
– Professor Sobre
o autor Colabore
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A mágica da lua e o humano
Sexta-feira,
19 de novembro de 2009
.
Gosto de comparar a vida com a lua, tão
forte, tão bonita, brilhando no infinito
azul do firmamento. Mas nem sempre é tão
intensa. Tem a lua minguante: pequena e de pouco
brilho. Parece que encolhe na escuridão
da noite. É como a gente! Dói na
hora que ficamos pequenos, sofrendo e deprimidos.
Não tem saída. Ninguém gosta
muito de ser lua minguante.
Há que se gestar o novo. Não posso
parar. Como bom mineiro, não posso perder
o trem da minha história, o trem de minhas
acontecências. Chegou o tempo da lua nova.
É preciso ter coragem de encarar as coisas
não resolvidas que insistem em transitar
em meu coração. Fazer mil planos
e colocar-me em marcha. Ânimo renovado para
crescer. Lua nova e vida nova ! Depois de tanta
dor, vem o consolo e a gente se anima de novo
a crescer, tem vontade nova de viver. Depois do
arrebol triste do por sol, que anunciou as escuridão
das trevas, vem a aurora reluzente, convidando-nos
a ficar de pé. Tempo bom e luminoso da
lua nova !
De decisão tomada e como muita paciência,
chegou o momento de crescer. É a fase da
lua crescente, tão forte, com vontade de
crescer. Findo o vale de lágrimas. Como
se a terra ressequida, árida e crepitada
pelo sol, recebesse a bênção
da chuva. Cio na terra e no céu. Desse
jeito o nosso coração, como a lua
crescente que mexe com a tranqüilidade da
gente, desinstala, instiga à mudança.
Como diz o adágio romano, “ama a
cela se queres ser introduzido na adega”.
No fim do ciclo vem a lua cheia, bonita e reluzente
no céu. Recompensa pelo esforço
despendido, satisfação por ter chegado
até o fim. Alegria serena de um dever cumprido,
uma etapa vencida.
Quanta gente não chega ao fim e abandona
seu caminho. Não luta, não espera,
não alcança. Quer a lua cheia, sem
passar pela minguante, sem despertar para a vida
com a lua nova, sem abandonar suas ilusões
e sem aceitar a vida do jeito inusitado como sempre
se aconchega....
Se viver é coisa perigosa, como disse Guimarães
Rosa, não temerei o risco e nem serei imprudente.
Vou aceitar assim mesmo a vida, instável,
inconstante como a lua no céu. Viver também
é coisa dolorosa, prazerosa, formosa...
Como a lua prateando o céu de minhas vivências...

Gilberto
Alves Rodrigues é formado em Filosofia
e especialista em Gestao Organizacional.
Atualmente leciona no curso de Administração
das Faculdades Integradas Funcec.
"Este
blog é uma pequena tentativa de interação
com a comunidade acadêmica. Mandem
críticas, sugestões, temas
para serem desenvolvidos. Gosto muito de
escrever. Amo os pequenos fragmentos de
minha experiência de vida que compartilho.
Além de tudo, a escrita pode ser
também um bom remédio... Amplia
horizontes, gesta o senso crítico,
expressa a grandeza de nossos sentimentos.
Pode ter a formosura de um poema ou o conselho
de um sábio aforismo. Ajuda a formar
convicções e a corrigir rotas
perdidas do pensamento.
Aguardo seu e-mail!"
Gil
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