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var i,x,a=document.MM_sr; for(i=0;a&&i Muitas
vezes usamos, equivocadamente, a palavra ética
e moral como sinônimas. A palavra moral
é de origem latina e significa “costumes”,
“hábitos”, o que corresponderia
a uma sentido mais superficial da palavra ética.
De maneira simples, podemos dizer que a moral
seria a vivência concreta dos homens em
cada contexto social e, a ética, seria
a reflexão sobre tal vivência. A
moral é forjada por uma matéria
prima que se denomina ética. A ética
é universal e a moral particular. A
ética apresenta os princípios que
orientam nossa consciência, na busca do
efetivamente bom e do bem. Tais princípios
se cristalizam na moralidade dos atos humanos.
Fazemos perguntas importantes sobre nossas escolhas
e o que é ser uma pessoa livre. Para captar
em profundidade sua relevância especial
em nossa vida, duas dimensões precisam
ser integradas. A autonomia e a heteronomia descortinam
o horizonte ético de nossa existência. Autonomia
é uma palavra que vem do grego e significa
“ a lei, a norma que crio para eu mesmo”,
ou “ quem ou o que se governa”. Mais
precisamente, refere-se ao desejo de tomarmos
as nossas próprias decisões, de
sermos senhores de nossas escolhas e de governarmos
a nós mesmos. O processo de maturidade
humana deve nos conduzir a uma autonomia sadia
e integradora. Nesse momento, principalmente,
podemos entrar em choque com os nossos pais que,
bem intencionados, querem nos ajudar em nossas
escolhas, querem que erremos menos e sejamos mais
felizes. Com o tempo, se amadurecemos, podemos
perceber que o apoio de nossos pais nesse momento
pode ser fundamental e não nos tira a autonomia,
desde que liberdades de escolhas sejam respeitadas.
Heteronomia
é outra palavra que vem da língua
grega e significa “ outra lei, norma diversa”.
Recebemos um mundo pré-dado que nos obriga
à sujeição e à obediência.
O Estado nos obriga a cumprir a lei mediante diversas
sanções. As organizações
impõe seus valores. As sociedades dispõem
seus padrões de conduta. Sem perceber,
internalizamos as normas e os padrões de
conduta. O que aprendemos de nossos pais no processo
de socialização primária,
o que aprendemos nas escolas e outras instituições
no processo de socialização secundária,
ensinamos aos nossos filhos. Em outras palavras,
a sociedade se aloja dentro de nós, para
podermos reproduzi-la. Não há como
fugir da heteronomia, pois também a introjetamos.
O
que seria então a liberdade humana? Somos
livres diante de tantas regras e normas que devemos
obedecer? Não há espaço para
minha intimidade? De fato, não existe uma
liberdade total e absoluta. Nossa liberdade é
sempre circunstanciada, “situacionada”,
se assim podemos dizer. O melhor conceito que
encontro para liberdade será a capacidade
que tenho de conviver com o outro. Minha liberdade
começa onde começa a liberdade do
outro, pois liberdade é encontro, respeito
e interação. Não podemos
querer colonizar o outro, impondo nossos valores
e nossa visão de mundo. Esse é o
caminho possível para construirmos uma
liberdade autêntica.
Resumindo tudo o que foi apresentado, podemos
afirmar que nossas escolhas são balizadas
pelo desejo de autonomia e pela consciência
das barreiras que toda sociedade nos impõe.
Nessa seara construímos nossa liberdade.
Há que se buscar um equilíbrio desafiador.
A autonomia não pode significar isolamento
e egoísmo. Destarte, temos que buscar sempre
um espaço para formação e
efetividade de uma consciência crítica
diante da realidade social. Ela não é
unívoca. Podemos fazer escolhas sadias
e libertadoras, que nos distanciam dos padrões
que a sociedade deseja instituir e que contradizem
nossos valores pessoais.
Gil
– Professor
Sobre
o autor Colabore
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Refletindo
sobre a Ética
Sexta-feira,
14 de dezembro de 2009
.
A instância ética deve inspirar toda
a vida humana. É uma palavrinha muito importante
que vem da língua grega e, num sentido
mais amplo, significa morada humana. Corresponde
a uma necessidade profunda de tornar o mundo humano
e habitável, um abrigo protetor e estável.
No íntimo de cada ser humano, há
também o desejo de ter uma vida saudável
e equilibrada.

Gilberto
Alves Rodrigues é formado em Filosofia
e especialista em Gestao Organizacional.
Atualmente leciona no curso de Administração
das Faculdades Integradas Funcec.
"Este
blog é uma pequena tentativa de interação
com a comunidade acadêmica. Mandem
críticas, sugestões, temas
para serem desenvolvidos. Gosto muito de
escrever. Amo os pequenos fragmentos de
minha experiência de vida que compartilho.
Além de tudo, a escrita pode ser
também um bom remédio... Amplia
horizontes, gesta o senso crítico,
expressa a grandeza de nossos sentimentos.
Pode ter a formosura de um poema ou o conselho
de um sábio aforismo. Ajuda a formar
convicções e a corrigir rotas
perdidas do pensamento.
Aguardo seu e-mail!"
Gil
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